Reforma Tributária: o passo a passo das mudanças que começam em 2026 | PHG Contábil

Reforma Tributária: o passo a passo das mudanças que começam em 2026

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A Reforma Tributária já tem data para começar2026 — e as empresas que não se anteciparem podem enfrentar custos maiores, riscos fiscais e perda de competitividade nos próximos anos.

Neste artigo, você vai entender de forma clara, prática e objetiva:

  • Quais impostos vão acabar,
  • Quais entram no lugar,
  • E o que sua empresa precisa fazer desde já para não ser pega de surpresa.

A Reforma Tributária vai mudar tudo no consumo

O atual sistema tributário brasileiro é complexo, caro e cheio de exceções. A Reforma Tributária vem para simplificar, substituindo vários tributos por um modelo de IVA dual, formado por dois novos impostos:

  • CBS (federal) → substitui PIS e Cofins
  • IBS (estadual e municipal) → substitui ICMS e ISS

Além disso, entram em cena:

  • O Imposto Seletivo (o chamado “imposto do pecado”)
  • E novas regras para o IPI

CBS: atenção total a partir de 2026

🔔 2026 será um ano-chave (fase de testes)

Em 2026, PIS e Cofins continuam existindo, mas o governo inicia o teste da CBS:

  • A empresa deverá destacar 0,9% de CBS na nota fiscal
  • Não será necessário pagar, desde que cumpra corretamente as obrigações acessórias
  • Quem errar o preenchimento pode sofrer autuações e retrabalho fiscal

📌 Ou seja: 2026 é o ano para ajustar sistemas, processos e rotinas fiscais.

🚀 A partir de 2027: CBS definitiva

  • PIS e Cofins são extintos
  • A CBS passa a ser cobrada normalmente, de forma permanente
  • Empresas despreparadas sentirão impacto direto no fluxo de caixa e na carga tributária

IPI: quem paga e quem não paga

  • A partir de 2027, o IPI terá alíquota zero para a maioria das indústrias
  • Exceção importante: indústrias que concorrem com a Zona Franca de Manaus
    • Essas continuam pagando IPI para preservar o incentivo regional

👉 Planejamento correto evita pagar imposto indevido.

Imposto Seletivo: novo custo no radar

O Imposto Seletivo já foi criado e começa a valer a partir de 2027:

  • Incide sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente
  • É monofásico (cobra uma única vez na cadeia)
  • É calculado fora do preço do produto

📌 No fim das contas, esse imposto impacta diretamente o preço ao consumidor — e margens mal planejadas podem ser corroídas.

IBS: a mudança mais longa e mais perigosa

🧪 2026: teste sem pagamento

  • ICMS e ISS seguem normais
  • IBS entra com 0,1% apenas para destaque na nota fiscal
  • Não há recolhimento se a empresa cumprir corretamente as obrigações acessórias

⚠️ 2027 e 2028: teste com recolhimento

  • ICMS e ISS continuam sendo pagos integralmente
  • IBS deve ser:
    • Destacado
    • Recolhido

👉 Aqui começa o aumento da complexidade operacional.

🔄 2029 a 2032: transição real

O ICMS e o ISS começam a cair, enquanto o IBS sobe:

AnoICMS / ISSIBS
202990%10%
203080%20%
203170%30%
203260%40%

✅ 2033: novo sistema completo

  • ICMS e ISS deixam de existir
  • IBS passa a ser o único imposto sobre consumo nos estados e municípios

O que sua empresa deve fazer agora (e não depois)

As empresas que se anteciparem terão vantagem competitiva. As que deixarem para depois, pagarão o preço.

✔ Checklist prático:

  • Ajustar ERP e sistemas fiscais
  • Parametrizar corretamente notas fiscais
  • Rever modelo tributário atual
  • Simular impactos no fluxo de caixa
  • Iniciar planejamento tributário estratégico

Conclusão: quem se antecipa paga menos e corre menos risco

A Reforma Tributária não é um problema futuro — ela começa em 2026.
Empresas que se organizarem agora vão:

  • Reduzir riscos fiscais
  • Evitar autuações
  • Preservar margens
  • E tomar decisões mais estratégicas

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